Uma garota de programa se formou em letras na UFSCar em São Carlos e agora, além de continuar trabalhando como garota de programa, quer fazer mestrado e quebrar tabus sobre e sexo e sua profissão.

Lola Benvenutti, nome fictício de Gabriela Natália da Silva, de 21 anos se formou em letras na Universidade Federal de São Carlos tomou um caminho diferente das garotas de programa que fazem faculdade. Normalmente, a maioria faz programas para poder arcar com as despesas, já Lola faz programas porque gosta de sexo. “Tem uma categoria nos sites de acompanhantes que são de universitárias e fazem isso porque fazem faculdade particular e precisam pagar, mas eu nunca precisei disso, sou inteligente, fiz faculdade, optei por isso, qual o problema?” disse a linda. Ela diz que trabalha com sexo porque gosta de sexo.
A verdade só veio à tona agora porque ela preferiu manter sua profissão em sigilo durante o curso pra não correr o risco de sofrer retaliações na universidade, mas isso nunca foi segredo para sua família. Sua mãe, um pouco conservadora, se preocupa com o que podem dizer da filha e da família. Seu pai, após alguns meses sem falar com ela, aceitou, mas não aprovou a profissão de Lola.

Ela possui um blog no qual relata suas histórias com os clientes e que também usa para fazer os contatos com os mesmos. Ela diz que sua vida é diferente da de Bruna Surfistinha, pois cada uma teve oportunidades e histórias diferentes. Em seu blog ela discute sobre sexo e levanta polêmicas. Em suas palavras, tabu relacionado ao sexo é uma coisa besta. E é mesmo!
Acho ótimo o que Lola está fazendo porque tira a imagem de que prostituição é desespero. Pode ser, como não pode. São exceções sim. Não é certo levar isso pro contexto de que é muito fácil ser prostituta quando teve educação e é parte da classe média porque não é sobre isso que o texto fala. Fala sobre a liberdade sexual de cada um. Você é dono de seu corpo e faz o que bem entender com ele e não deve ser julgado por ninguém. É uma opção como todas as outras que nós tomamos na vida. Uma massagista usa as mãos como ferramenta de trabalho. Uma garota de programa usa o corpo. Onde está o problema e onde está a diferença? Só na cabeça das pessoas. Além disso, desmistifica essa coisa de que sexo é delicado e tem que ser tratado com sensibilidade. Não tem! Sexo é sempre ótimo e se tem pessoas dispostas a pagar por isso, por que não?
Agora a Lola quer ir pra São Paulo fazer seu mestrado, mas vai continuar trabalhando como garota de programa e por hobby, quer arrumar algum trabalho em sua área.
Fonte: G1











